Candidatar-se ao NATO DIANA não é apenas apresentar uma tecnologia. É mostrar, de forma clara, por que razão essa tecnologia responde a uma necessidade real da Aliança, como pode ser testada em contexto exigente e que caminho tem para chegar a utilizadores finais.
Foi essa uma das principais mensagens partilhadas no webinar organizado pela inCoimbra Startup Hub com Ana Martins, COO | Innovation Manager da Connect Robotics, startup portuguesa selecionada para a coorte NATO DIANA 2026.

O júri precisa de perceber rapidamente o que a solução faz, que problema resolve e por que razão é relevante para a NATO.
Uma candidatura demasiado longa, genérica ou cheia de floreados pode dificultar essa leitura. A primeira preocupação deve ser a clareza: explicar a solução em linguagem simples, mostrar o problema operacional e ligar os dois sem rodeios.
A tecnologia pode ser complexa. A explicação não tem de ser.
Uma solução que já funciona no mercado civil não entra automaticamente no contexto da defesa. É preciso fazer a tradução.
O desafio não é apenas dizer que a tecnologia existe. É explicar por que razão ela pode fazer diferença num cenário onde as condições são mais exigentes, os riscos são maiores e a adoção depende de confiança.
Um elevado nível de maturidade tecnológica ajuda, mas não substitui uma estratégia clara.
A candidatura deve mostrar o potencial da solução, mas também a visão da empresa, o modelo de negócio, o caminho de adoção e a capacidade da equipa para executar. A forma como a empresa conta a sua história, define prioridades e toma decisões pode ter um peso decisivo na avaliação.
No fundo, o júri não olha apenas para o produto. Olha para a empresa que está por trás dele.
Uma boa candidatura não deve fingir que está tudo resolvido.
Pelo contrário, deve mostrar maturidade para reconhecer o que ainda falta testar, validar ou adaptar. O programa existe precisamente para apoiar esse processo, através de mentoria, acesso a centros de teste e contacto com necessidades operacionais reais.
Ser ambicioso é importante. Ser honesto sobre o ponto de partida também.
O NATO DIANA não deve ser apresentado como uma oportunidade para obter fundos e fazer testes.
O foco deve estar no valor mútuo: o que a startup pode aprender, o que pode validar e, sobretudo, que impacto a sua tecnologia pode ter nas necessidades da Aliança.
O financiamento é uma ferramenta. Não é a razão principal da candidatura.
O programa exige disponibilidade, foco e envolvimento direto da equipa.
Durante a sessão, ficou claro que a participação no NATO DIANA deve ser encarada como um trabalho a tempo inteiro, não como uma atividade paralela. A equipa tem de estar preparada para responder a pedidos, participar em momentos-chave, adaptar a proposta e aproveitar as oportunidades criadas pelo acelerador.
Subestimar essa exigência pode comprometer a experiência.
A candidatura ganha força quando é apoiada por evidências.
Autorizações operacionais já obtidas, testes realizados, resultados em contexto civil, anos de resiliência da equipa, contactos com stakeholders e validações externas ajudam a demonstrar que a solução não existe apenas no papel.
Mesmo quando a aplicação inicial vem do mercado civil, esses sinais podem mostrar capacidade de execução, aprendizagem e adaptação.
A entrada no setor da defesa exige paciência e planeamento.
Os ciclos de procurement podem ser longos e difíceis de prever. Por isso, uma candidatura forte deve apresentar um roadmap claro, documentado e realista, com cenários alternativos bem pensados.
Mais do que uma estratégia rígida, importa mostrar que a equipa sabe antecipar riscos, adaptar o caminho e continuar a construir valor ao longo do tempo.
A experiência da Connect Robotics mostra que uma candidatura forte ao NATO DIANA começa antes do formulário.
Começa na forma como a startup entende a sua própria tecnologia, traduz o seu valor para o contexto da defesa e mostra que está preparada para crescer num ambiente exigente.
Para as startups portuguesas com soluções dual-use, a mensagem é clara: não basta ter uma boa tecnologia. É preciso explicar bem, provar melhor e mostrar compromisso com o problema que se quer resolver.
Trabalhar fora de casa já não significa ter de assumir um escritório fixo. Para muitos profissionais, startups e pequenas equipas, o cowork tornou-se uma solução prática: dá acesso a um espaço profissional, bem localizado e preparado para o dia a dia, mantendo a flexibilidade que muitos projetos precisam.
Na inCoimbra StartUp HUB, o cowork está disponível em dois espaços: na Rua do Brasil e na Alta de Coimbra. Ambos foram pensados para quem procura trabalhar com mais foco, receber clientes, reunir com a equipa ou simplesmente ter uma rotina mais estruturada.
Um espaço de cowork permite separar melhor o trabalho da vida pessoal, reduzir distrações e criar um ambiente mais produtivo. Além disso, oferece condições que nem sempre existem em casa, como postos de trabalho adequados, internet de qualidade, salas de reunião e zonas comuns.

Outro benefício importante está na comunidade. Trabalhar num espaço partilhado aproxima pessoas, projetos e oportunidades. Para empreendedores e startups, esta proximidade pode facilitar contactos, troca de ideias, parcerias e acesso a iniciativas ligadas ao ecossistema de inovação.
Em Coimbra, esta forma de trabalhar faz cada vez mais sentido. A cidade junta conhecimento, talento, investigação e empreendedorismo, criando um contexto favorável para quem está a desenvolver novos projetos.
Com espaços na Rua do Brasil e na Alta de Coimbra, a inCoimbra reforça a sua oferta de cowork e disponibiliza uma solução flexível, bem equipada e integrada na dinâmica empreendedora da cidade.
Quem procura um espaço de cowork em Coimbra pode encontrar na inCoimbra uma opção prática para trabalhar melhor, com mais estrutura e proximidade à comunidade.
Rui Nuno Castro, diretor da inCoimbra StartUp HUB, assinou um artigo de opinião no Diário de Coimbra onde destacou um novo paradigma global na competitividade urbana: hoje, as cidades não competem apenas por empresas, mas sobretudo por talento, propósito e qualidade de vida.
No artigo, é sublinhado que as cidades verdadeiramente competitivas são aquelas que conseguem atrair e reter pessoas qualificadas, criativas e empreendedoras, oferecendo não só condições económicas, mas também bem-estar, segurança, cultura, natureza e sentido de comunidade.
Rui Nuno Castro sublinha que Coimbra reúne características únicas que a colocam numa posição privilegiada para se afirmar internacionalmente:
Rui Nuno Castro reforça ainda o papel estratégico do Coimbra Tech District (CTD) como plataforma capaz de tornar visível o ecossistema de inovação da região, aproximando talento, empresas, investigação aplicada e novas oportunidades de criação de valor.
“Atrair talento é atrair futuro. Coimbra tem tudo para ser escolhida, não por acaso, mas por convicção”, conclui.
A publicação deste artigo reforça o posicionamento da inCoimbra como um agente ativo na construção de uma visão moderna, humana e competitiva para o futuro da cidade e da região.
22 de Janeiro, 2024
Artigo de opinião publicado na revista Digital Inside.
Empresa em destaque: inCoimbra

Rui Nuno Castro, diretor da incubadora inCoimbra Startup Hub, publicou um artigo de opinião na Digital Inside. O artigo destaca a importância crescente de Coimbra como um centro de empreendedorismo e inovação tecnológica.
A inauguração da inCoimbra Startup Hub é destacada como um marco crucial, posicionando a cidade como um local inovador e competitivo para startups. O artigo ressalta o apoio de instituições como o Instituto Pedro Nunes e a formação de um ecossistema empreendedor forte, realçando a prosperidade de empresas como Urubu, Nest Collective e The Loop. A colaboração com iniciativas como alphaCoimbra, Cetec e Lufapo HUB também é mencionada, contribuindo para um ambiente inovador e criativo. Rui Castro destaca ainda a importância de eventos como JNation e Startup Capital Summit na projeção internacional de Coimbra.
Leia o artigo completo no site da revista Digital Inside (https://digitalinside.pt/coimbra-renasce-pela-inovacao/ ).